Havia um tempo em que eu não me cabia em mim, de tanta saudade por algo ainda não vivido. Um tempo em que ter sede e saudade eram minha rotina, buscando atalhos pra escapar das minhas angústias, negando o mal estar que eu sentia quando me sentia sozinha.
Havia um tempo em que julguei ter encontrado uma solução. Cai em valas regadas de esperança e vazios. Estive ali, me procurando em outros, sem sucesso. O tempo da busca ainda andava comigo. Havia ainda o pranto, por motivos diferentes de antes, mas estava tudo ali ainda, latente.
Havia um tempo em que eu me despedia de todos, antes que algo conseguisse me tocar. Partia antes que meu cheiro penetrasse pelos lençóis. Eu andava protegida e sem nenhuma proteção. Me defendia dos mocinhos e dormia com os vilões.
Havia um tempo em que eu chorava tardes afora. Corria pra casa só pra me encontrar com minha solidão. Perdia o que não conseguia encontrar dentro de mim. Vasculhava caixas vazias em noites de neblina. E ao final, meus olhos borrados entregavam minha condição.
Havia o tempo da mágoa. E claro, o tempo do perdão. O tempo de perder tempo vivendo de luto e o tempo de abrir sorrisos a desconhecidos sem caráter.
Havia, já não há. Antes eu sentia, agora eu vivo. Agora eu toco, agora eu beijo, agora eu respiro o amor.
Agora eu cozinho pra ele e ele prepara o meu café. Agora eu compro o biscoito que ele adora e ele reclama das minhas garrafas de água pelo carrinho. Agora ele prepara nossa cama com travesseiros e edredons e eu levanto de madrugada porque ele acorda faminto. Agora ele vai pra rodoviária e quem embarca sou eu.
Agora ele toca em minha pele, se embaraça em meus cabelos enquanto dormimos. Acorda me beijando e não fica um minuto parado no canto dele, nos mantendo abraçados em um pedacinho do colchão.
Havia o tempo da espera. Hoje há o tempo da felicidade explícita.
Havia um tempo em que julguei ter encontrado uma solução. Cai em valas regadas de esperança e vazios. Estive ali, me procurando em outros, sem sucesso. O tempo da busca ainda andava comigo. Havia ainda o pranto, por motivos diferentes de antes, mas estava tudo ali ainda, latente.
Havia um tempo em que eu me despedia de todos, antes que algo conseguisse me tocar. Partia antes que meu cheiro penetrasse pelos lençóis. Eu andava protegida e sem nenhuma proteção. Me defendia dos mocinhos e dormia com os vilões.
Havia um tempo em que eu chorava tardes afora. Corria pra casa só pra me encontrar com minha solidão. Perdia o que não conseguia encontrar dentro de mim. Vasculhava caixas vazias em noites de neblina. E ao final, meus olhos borrados entregavam minha condição.
Havia o tempo da mágoa. E claro, o tempo do perdão. O tempo de perder tempo vivendo de luto e o tempo de abrir sorrisos a desconhecidos sem caráter.
Havia, já não há. Antes eu sentia, agora eu vivo. Agora eu toco, agora eu beijo, agora eu respiro o amor.
Agora eu cozinho pra ele e ele prepara o meu café. Agora eu compro o biscoito que ele adora e ele reclama das minhas garrafas de água pelo carrinho. Agora ele prepara nossa cama com travesseiros e edredons e eu levanto de madrugada porque ele acorda faminto. Agora ele vai pra rodoviária e quem embarca sou eu.
Agora ele toca em minha pele, se embaraça em meus cabelos enquanto dormimos. Acorda me beijando e não fica um minuto parado no canto dele, nos mantendo abraçados em um pedacinho do colchão.
Havia o tempo da espera. Hoje há o tempo da felicidade explícita.
Amor, me perdoe pelas intempestividades. Se hoje não houvesse sua vida em minha vida, eu não estaria tão feliz. Se não houvesse você comigo, eu ainda estaria por aí, procurando por alguém, exatamente como você.
